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3月5日
Citar
Até logo!
Meus prezadíssimos amigos!
Foi gratificante, para mim, fazer tão bons amigos através da INTERNETE. Vou afastar-me, durante algum tempo, da GAZETA DA IMPRENSA. De vez em quando, aparecerei no blogue. A saudade vai ser grande mas alguns compromissos pessoais impedem-me de "abarcar o mundo com as pernas". Espero não perder o contato com vocês. Eu os amo a todos. Agradeço o trato fidalgo com que me brindaram enquanto permaneci no meio de vocês. Voltarei logo que puder. Não ficaria longe da confraria e dos outros maravilhosos amigos por muito tempo. A Amale e Jacque, repetirei o que disse aquele cidadão do futebol: Não se preocupem! Daqui a pouco, "vocês têm que me engulir". Obrigada por tudo.
FELIZ NATAL!
2008 pleno de realizações!
2008 pleno de realizações! 12月8日
Meus prezadíssimos amigos!
Foi gratificante, para mim, fazer tão bons amigos através da INTERNETE. Vou afastar-me, durante algum tempo, da GAZETA DA IMPRENSA. De vez em quando, aparecerei no blogue. A saudade vai ser grande mas alguns compromissos pessoais impedem-me de "abarcar o mundo com as pernas". Espero não perder o contato com vocês. Eu os amo a todos. Agradeço o trato fidalgo com que me brindaram enquanto permaneci no meio de vocês. Voltarei logo que puder. Não ficaria longe da confraria e dos outros maravilhosos amigos por muito tempo. A Amale e Jacque, repetirei o que disse aquele cidadão do futebol: Não se preocupem! Daqui a pouco, "vocês têm que me engulir". Obrigada por tudo.
FELIZ NATAL!
2008 pleno de realizações!
2008 pleno de realizações! 10月12日
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Envelhecer com arte
Na minha cidade, temos a Faculdade da Terceira Idade - FATI .
E eu sou uma de suas alunas, pois fui sua incentivadora, sua "garota
propaganda".
Na aula inaugural, representando os alunos, falei o seguinte:
Confissão
Hoje, eu acordei apaixonada
Muito mais que num outro dia qualquer...
Saí cumprimentando toda a gente
Assim passasse pela minha frente
Mandei flores, distribui sorrisos...
Achei que a terra fosse um paraíso!
Sabem porque? Nesta minha caminhada,
Não fui nem sou um espectro de mulher.
Eu amo a vida, este presente de Deus.
Pois é!
Eu ainda tenho sonhos, desejos, fantasias até...
Eu canto, eu danço, faço parte de Coral...
Até consegui ser imortal!
Aí eu paro pra lhes dar explicação:
Sabem vocês o que é ser imortal?
Não, não é quem não morre...
" É quem não tem onde cair morto"
Foi Bilac quem usou esta expressão.
Eu acho que ele tem sua razão...
Levante a mão , de todos os que aqui estão,
Quem tenha sido bafejado pela sorte
E não lhe venha, um dia, encontrar a morte!
Aí acaba toda a vaidade;
E lá se vai a imortalidade...
É tão bom a gente estar apaixonado!
Ver o brilho do luar em todo canto, em todo lado...
Na fonte de água límpida, na poça d'água,
Aqui na FATI, até na lágrima...
Às vezes, fruto de nossa imaginação.
E há cintilação de estrelas no corpo , na alma,
nos corações.
Tudo, em nosso redor, é melodia primorosa
(Aqui pra nós, em certas horas, é só "no faz de conta", é pura prosa")
Mesmo assim, eu estou apaixonada
E sou feliz, cantando ou lhes passando minhas emoções.
Vivo sucessos e adversidades;
Faz parte da vida, do mundo das ilusões...
Vou lhes contar um segredo especial
Para mim, a Terceira não é a melhor idade...
Eu finjo que acredito só de mentirinha.
Mesmo apaixonada, como posso acreditar
Que a melhor fase da vida é a que nos leva
ao final?
Ainda não estou assim tão sublimada.
Que me perdoem os teólogos e os presentes,
Pra ser autêntica
A gente tem que dizer o que pensa e o que sente.
Sou uma apaixonada inteligente, modéstia à parte.
Como Socrates, "eu sei que nada sei"
Então, juntando-me a vocês, eu vim pra FATI
Beber, de goles, o conhecimento
Das coisas que aprendi e esqueci...
Das que, até hoje, não assimilei.
Se um dia, eu me atrasar, chegar tarde...
Ou nem chegar...
Posso lhes dar plausível explicação:
É que os poetas, os apaixonados
Gostam de ver o céu azul, o pôr-do-sol a imensidão...
São todos assim, um tanto desligados.
Grata, Senhor, por nos levar avante!
Traz-nos de volta a eterna juventude,
Põe-nos, a todos, em pé de igualdade.
"Viver é uma questão de atitude "
este é o jingle de nossa Faculdade.
Aproveitemos a Terceira Idade
Não importa o tempo, quantos
anos temos.
Diz-nos, enfático, em suas pregações.
Santo Agostinho - um Doutor da Igreja:
Não me perguntes o que é o tempo.
Sei te dizer se não queres saber,
Se me perguntas, eu não sei dizer"
Hoje, eu acordei apaixonada,
Solta e tão leve como um azulão!
Ganhei, em vôo livre, a imensidão
E vejam só onde me fui parar!...
Na terra do filósofo Platão,
Pensando que sou eu podia fazer poesia.
Sabem a máxima que eu trouxe de lá,
Tirada do seu livro "O Banquete"?
"Qualquer um, em todo caso, torna-se Poeta.
basta, para tanto, que lhe toque o AMOR".
É assim que desejo, possamos viver,
Envoltos pela paz, unidos pelo amor,
Regados pelo entusiasmo dos mais novos,
Daqueles que, para tanto, não poupam esforços,
Para quem lhes peço palmas calorosas
E um punhado de pétalas de rosas...
Hoje, eu acordei apaixonada...
E, enquanto viver , não deixarei de ser, por nada
Com alegria, garra, civismo, eu sei de cor,
Juntos, faremos um país mais progressista e bem melhor
Macária S. Andrade (Maka)
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9月5日



"Mea Culpa"
Esta, minha mãe contou-me. Quando aconteceu, eu deveria ter quatro ou cinco anos de idade. Estávamos hospedadas na residência da família Buela, bem aos pés da Matriz do Sagrado Coração de Jesus – Padroeiro da Cidade de Valença – Bahia.
Alguém bateu à porta. Eu, muito espevitada, fui atender.
Pela janela, eu e a visita mantivemos o seguinte diálogo:
- Sissi está aí?
- Tá.
- Vá chamar. Diga que Dundum está aqui.
- Sim.
Rodei nos calcanhares e...
- Sissi, Dundum “ta aí?”.
Sissi, a dona da casa, suja, molhada, pois estava lavando a cozinha, caiu na besteira de monologar: MERDA!...
Voltei trazendo a resposta.
Visita: - Você chamou?
- Chamei.
Visita: - E ela?
Eu: - Disse merda.
Visita (vermelha que nem pimentão maduro): - Vá dizer pra ela que eu vou-me embora, mas deixo aqui o presente que ela me mandou. Nesta casa, nunca mais meus pés hão de pisar. Acabou nossa amizade!...
Minha mãe veio chegando, para receber a melhor amiga de Sissi. Encontrou o “frogodó” formado (entenda frogodó como confusão, bagunça...).
Tentando remediar a situação, falou: - Esta menina é assim! Tem uma imaginação muito fértil. Não sei a quem saiu... Inventa coisas... (tadinha de mim!...).
A visita, fula de raiva, retrucou: - Deixe de conversa mole. Criança não mente. Repete o que ouve...
- Você e Sissi lambuzem-se com a merda que me mandaram (sobrou, também, pra minha mãe...).
Em verdade, nunca mais as amigas se procuraram. Acho que nem mesmo na eternidade, onde ambas se encontram, já faz um tempão!...
Quanto a mim, mais de setenta anos depois, a “imaginação menos fértil”, estou vivendo e podendo contar a embrulhada que arrumei.
“Mea culpa”. Mas eu era uma criança!...
Macária S. Andrade
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8月13日
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Sonhos... O que são os sonhos
MSANDRADE
Inverno. Fazia frio. Noite sem chuva. Céu pontilhado de estrelas!... Não havia lugar para mais nem uma. Nem as de nossa imaginação. Essas ficavam mesmo dentro de nossa cabeça.
EU não estava só. Tinha visitas.
Na varanda, enquanto fazíamos hora para dormir, uma de minhas visitas começou a dedilhar um tecladinho. Bateu na minha corda sensível - a música; desmantelou, um pouco, minhas emoções. Acendeu, sem querer, minha fogueira, tocando trechos dos meus boleros preferidos... Mal sabe minha amiga, o bem e o mal que me fez. Pode, mesmo, alguém, ou alguma cousa fazer bem e mal num só tempo? Com certeza...
Tive insônia, contei carneirinho, pensei coisas... Foi um reviver de lembranças e desejos...
Quando o cansaço me venceu, adormeci e sonhei...
O que eu sonhei?
Não sei bem o lugar. Sei que era bonito e florido!
Alguém que conheço, bem mais jovem que eu,talvez a metade da minha idade, num tesão pra ninguém botar defeito, despertando diabinhos dentro de mim, quase fragilizando minha fortaleza, deu-me uma "cantada", falou-me desta coisa maravilhosa, paradoxal que excita e acalma, transporta e escraviza - o AMOR. Quase morri de susto! Mas não acordei. Deveria estar no sono das quatro da matina...
Quando me refiz, argumentei sobre nossas muitas diferenças... Procurei fazê-lo entender que o pretenso romance seria de curtíssima duração... Talvez uma, duas, algumas... só enquanto dava pra sentir "burro velho, comendo capim novo"... Depois... já era. Nada. O garoto "tava que tava"... Sugeri ,ouvíssemos o Conselho de Família
Imagine se pode? Nossos conselheiros não eram outros, senão meu marido, que já não vive, e minha filha mais velha. No sonho, não dava pra saber nosso grau de parentesco. Acordei antes do veredicto. Ainda bem!
Será que estou sendo autêntica quando digo"Ainda bem!".
Sonhos - regressão, transferência, insatisfação... Fantasias que a gente gostaria de reviver? Desejos sufocados, vontades ainda ``a flor da pele?
Ah! os sonhos quando são bons!...
Ruim é não sonhar, dormindo ou acordada... Aí, a gente já morreu e não sabe.
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7月29日
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Canto da Solidão
MSAndrade
Numa paisagem bucólica,
Vento cantando lá fora
Cá dentro, tédio e torpor...
Este é o canto sem retórica,
Deste alguém que hoje e agora,
Não mais tem seu trovador.
Do que falem, não se importe,
Cante a sorte, cante a morte
Encontre a dor no prazer...
Cante o amor, cante a ternura
Cante a suprema ventura
De ser só e não sofrer.
Faça da vida - canção
Do sofrimento - afeição,
Da solidão - seu viver...
Faça do amor - uma saudade
Faça, então, sua verdade
Nascer das cinzas, crescer .
| 7月11日
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Aniversário da Maka
Felicidades
Um ano de verdadeira aula de amor a vida, um ano inteiro de um aprendizado rico em carinho, amor, demonstração de fé nas pessoas, de fé em Deus e, sobretudo de doação aos amigos e as pessoas de bem. Estou falando de você professora Maka! A mulher de verdade, a mãe comum, comum por ser como toda mãe, extremosa e carinhosa com a família bem criada, amada e feliz.
E claro, como cidadã do Brasil, ilustre filha baiana que leva o nome do seu estado a todos os brasileiros que, quando a conhecem passam a se considerar também um pouquinho baiano, pois assim se aproxima mais desta tão valorosa escritora, poetisa, acadêmica e com orgulho máximo ser a “Professora Honores Causa da Bahia” Para este seu amigo mineiro e pelos amigos conquistados no seu estado, “também se achando um pouquinho baiano” você se tornou não só uma professora, mas uma amiga e muito estimada.
No primeiro aniversário, que nos tornamos amigos, fiz um desenho bem simples para você e senti que você se emocionou, não pela homenagem simples, mas por estarmos sedimentando uma amizade, construída com respeito, carinho e admiração mesmo sendo apenas iniciadas como caracteres eletrônicos nesta nova modalidade de escrever cartas, e que aos poucos fomos usando para nos conhecermos e ainda faltando dar o abraço que irá coroar esta confiança, sabemos que é uma amizade forte e para sempre... enquanto tivermos vida.
Feliz aniversário Maka, que as bênçãos do Deus único faça que no próximo ano estejamos juntos de novo e com o mesmo carinho de quando nos conhecemos.
Valdemiro Mendonça
- O Trovador -
Viver
Uma moça que faz setenta e oito anos
ensina não ter medo de viver também.
O segredo no viver muito dos humanos
nunca deixar na vida de fazer planos,
Para se viver no próximo ano que vem.
É ter a argúcia a garra e a matreirice
para afastar o mau humor até a coice.
fingir de sonso sem entrar na mesmice
usar de todas as artimanhas e peraltice
para ir engambelando a mulher da foice.
Há de ser assim que vamos ter Makinha
vivendo cem anos mais que o Matusalém.
eu como amigo presente desta menininha
na festa de aniversário faço uma visitinha
e vou aumentando a minha vida também.
Valdemiro Mendonça
- O Trovador -
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Pergunta embaraçosa
Num colégio de determinada cidade da Bahia, no tempo em que ainda se chamava de curso ginasial, àquela etapa que se seguia ao curso elementar (da 1ª à 5ª série), excelente professora de Geografia, um tanto tímida e distraída, séria e muito respeitada, ministrava sua aula.
Os alunos, atentos, procuravam assimilar o que a docente transmitia. Eis que, de repente, adentrou na sala de aula a FISCAL ESCOLAR, ou Inspetora do Ensino... Não me lembro o título que lhe era aplicado. Queria saber da regente, o andamento do programa anual da matéria.
É verdade! Vinha sempre alguém conferir se o professor estava cumprindo a meta pré-estabelecida, ou estava ganhando “aquele dinheirão”, pra enrolar!...
Conversa vai, proseado vem, começou o questionamento sobre o tal programa que, se não estou enganada, era elaborado pelos burocratas da Secretaria da Educação (que vontade de colocar mais um R nos burocratas... alguns bem que mereciam!). Vinte pontinhos, cada pontinho com três assuntos, deveriam ser enfiados na cabeça dos alunos, ou nas diversas modalidades de “pescas” que eles fabricavam para a hora das provas...
E a ilustre dama começou:
- Fulana, você já deu relevo? Deu acidentes geográficos, todos? Falou sobre corpos celestes? E pontos cardeais? Já deu não sei das quantas? E o diabo que carregue? (as duas últimas são nossas).
Nossa interrogada ia respondendo, à medida que as solicitações iam sendo feitas.
De chofre, a cidadã perguntou:
- Você já deu ventos?
Nossa entrevistada, voltando-se para a classe, inquiriu:
- Gente, eu já dei vento aqui na sala?
A resposta, unânime, não se fez esperar:
- Eu acho que não, professora. A gente não se lembra de ter ouvido...
A gargalhada foi geral!...
Macária S. Andrade
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6月6日



INCLUIR É A PALAVRA DE ORDEM
Meado de maio de 2007. Outra vez, nosso país teve a honra de receber a visita de Sua Santidade – o Papa, desta vez, Bento XVI.
Embora o Estado de S.Paulo tivesse sido, mais diretamente, o palco das atenções, com o mundo globalizado, o Brasil, a América Latina, o Caribe, em suma, o mundo católico, todos acompanharam regozijados, viveram momentos de esperança e fé.
Nativos e habitantes outros do Brasil vibraram com a presença do Sumo Pontífice. Aos oitenta anos, o chefe da Igreja Católica deu-nos o prazer de estar conosco por alguns dias. Foi um privilégio. O Santo Padre investiu suas energias na mais longa viagem de sua vida, até agora, com finalidades várias. Uma delas, presumo, arrebanhar as ovelhas que, desgarradas, já estão enveredando por outros caminhos.
Também convencer o rebanho que ainda somos o maior contingente católico do universo, tendo no Brasil, a maior representação da Igreja de Jesus Cristo. E assim, desejamos continuar sendo.
Aí vem a pergunta: como continuar sendo a maior representação, se adeptos de outras religiões vêm apresentando maneiras mais convincentes de pastorear, com resultados que não deixam dúvida?
Não podemos mais viver de antiga opulência. Precisamos ir buscar...
Estamos vivendo a fase da INCLUSÃO. E o que fizeram os senhores com os DEFICIENTES AUDITIVOS? Transformaram-nos em “garrafa de querosene”, fora da arrumação. Esqueceram que eles são cidadãos como os outros e já não são párias da sociedade. São alfabetizados, têm uma língua – LIBRAS – considerada a segunda língua oficial do país, trabalham, constituem família, pagam até impostos... Incluí-los nas festividades do Santo Padre, faziam-nos cientes do que estava acontecendo, era fácil: legendas, interpretes da língua de sinais, pelo menos, deixá-los-iam a par dos acontecimentos e lhes dariam um pouco mais de saberes sobre nosso Deus e por que amar a Deus.
As outras religiões não perdem tempo. Vão buscar e doutrinar, seja lá onde for. Nós jogamos a oportunidade fora. E queremos continuar crescendo! Como pode?
Não é necessário conhecer em profundidade a Psicologia do deficiente auditivo, para entender que sua percepção está além de nossa expectativa. Vejam por exemplo, em “Adorável Professor” e percebam como eles são capazes de sentir a vida e ver o que se passa em seu redor, como nós não imaginamos.
Estou me desincumbindo do compromisso que assumi com os deficientes auditivos, meus amigos da Bahia, que se disseram injustiçados e excluídos. Tenho certeza que interpreto o pensar de muitos outros. E se assim for, fico feliz.
Tomara que este reclamo chegue aos olhos e aos ouvidos dos organizadores de eventos deste quilate e, da próxima vez, com ou sem a presença de Sua Santidade, lembrem-se que: INCUIR É A PALAVRA DE ORDEM. Os deficientes auditivos não podem ver apenas a vida passar... Eles precisam se integrar para não se entregar...
Macária S. Andrade
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5月3日



O QUE NÃO SE FAZ POR AMOR
A cunhada de minha filha, Cláudia, é totalmente desinibida, meio esporreteada, o tipo oposto ao de minha filha.
Enquanto para Cláudia as dificuldades, até hipotéticas, se avolumam, Conceição, este é o nome de sua cunhada, ao contrário, encontra solução fácil para tudo, mesmo que, na prática, quebre a cara.
O menino de Cláudia, hoje com 15 anos (2007), é deficiente auditivo de nascença. Desde pequeno quando o problema começou a ser notado, não lhe faltaram os recursos da medicina nos centros mais adiantados, também em Salvador, onde temos bons profissionais da área. Não diríamos o mesmo no setor educacional, que ainda deixa muito a desejar.
Toda a família esteve e continua envolvida na recuperação do garoto que, “diga-se de passagem”, é bonito, inteligente e muito comunicativo. Não tenha dúvida, “Deus quando tira os dentes, abre a goela”.
Quando o menino estava com três ou quatro anos, seus avós paternos, espíritas convictos, achavam que “uma força do alto viria em socorro do neto e, de uma hora para outra, Lucas iria falar como pessoas normais.
De passagem pela Espanha, há dois, três anos, seus pais levaram-no a Santiago de Compostela, onde a FÉ congrega romeiros de todo o mundo. Alguns, por curiosidade; outros, na busca do milagre da cura para os seus males.
Um dia Conceição encontrou uma amiga que, após perguntar pelo protagonista-mirim de nossa história, falou assim:
- “O caso do seu sobrinho é de fácil solução. Vá à igreja Tal, procure Sr. Jesus, converse com ele, exponha suas ansiedades e você verá... É o médico mais capacitado que conheço”.
Ao chegar à casa de sua mãe, Conceição encontrou Cláudia. Falaram sobre o que lhe havia informado a evangélica.
No mesmo instante, arrumaram-se as duas (tia e mãe) e foram ao encontro daquele Doutor capaz de, com sua ciência, transformar um pesadelo num sonho lindo.
Em lá chegando, dirigiram-se à pessoa que guardava o templo. Após cumprimentá-la, a tia do nosso personagem disse muito compenetrada:
- “Precisamos de uma audiência com o Sr. Jesus. Pode marcar agora?”
O moço, olhando-a nos olhos, com um sorriso de quem entende as aflições da alma, respondeu:
- “Não precisa marcar hora, nem dia, nem local, senhora... Agora, mesmo, Ele vai atendê-la. Não se faz necessária minha interferência. Basta acreditar e invocar Seu Santo Nome”.
As duas abestalhadas “acordaram”, entreolharam-se, caíram na real. Obcecadas, como estavam a procurar o remédio de que tanto precisavam, só naquela hora, se tocaram que o Senhor Jesus, o Homem de Nazareth, o médico de quem haviam corrido atrás, sempre estivera em seu redor, minimizando sua ferida, que era das menores, fazendo-as conscientizarem-se que “Ele que dá a ferida, Ele, mesmo, dá o remédio”.
Este fato é verídico. Aconteceu. Acredite se quiser!...
O que não se faz por amor, em especial, amor de mãe!
Nota:
História verdadeira do livro Humor com Amor.
Macária S. Andrade
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4月19日
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Simbiose
(MSAndrade)
Toma-me em teus braços
Aperta-me de encontro ao peito teu,
Dá-me teus abraços
Mistura, em ti, pedaços do meu eu.
Amemos em simbiose,
Lá fora, o mundo nem sabe de nós,
Nosso amor em alta dose
É vibração debaixo dos lençóis.
Sopra minha pele branca,
Põe arrepios de prazer no meu ser,
Os meus desejos, estanca...
Os meus suspiros, só tu podes ter.
Explode as nossas fantasias
Pois quero vê-las fora do meu corpo.
Com teus afagos, me extasias...
Quero fazer do teu prazer, meu escopo.
Nosso amor profundo, assim tão bonito,
Vai me levando ao mundo da poesia...
Vamos voar bem leve para o infinito,
Bem longe do cantar da cotovia.
Nosso ninho são nuvens de algodão
Quero apertar-te junto ao peito meu.
Deve ser lindo amar-te na amplidão.
Fundindo, em mim, pedaços do teu eu.
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4月12日
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Gente amiga
Hoje é dia do beijo. Só estou entrando para enviar beijos em profusão para todos os amigos, meus tesouros.
Beijos, beijos beijos, beijos...
Maka | 4月8日

América tem tampa?
Mauricinho (nome fictício) era meio destrambelhado. O mais velho, talvez, de seis ou sete irmãos. Por fugir um pouco da normalidade, gozava de alguns privilégios no seio da família. De vez em quando, dava-se ao luxo de passar uma temporada na casa da tia e madrinha, a quem chamava de "Nininha".
Aos sete anos foi levado para a escola, fazendo o maior berreiro do mundo!
O tempo foi passando e o garoto foi se adaptando ao sacrifício de freqüentar todos os dias o colégio. Aprender que era bom, coitado! Nem Deus do Céu ajudava muito.
Um dia, o menino voltou mais ensimesmado que das outras vezes, muito mais calado...
D.Esmeralda, sua "Nininha", passando-lhe a mão pelos cabelos, preocupada perguntou-lhe:
- O que está acontecendo, meu filho? Você está triste? Está sentindo alguma coisa?
Mauricinho permaneceu quieto, como se estivesse no mundo da lua...
Ficaram os dois assim em silêncio durante minutos. De repente, o garoto perguntou, como se estivesse saindo de um transe:
- "Nininha", América tem tampa?
Tentando minimizar a confusão que se estabelecera na cabeça do sobrinho, Nininha sentou-se mais perto dele, acariciou-lhe as mãos e respondeu:
- Não, meu querido. América não tem tampa, tem acento. Por que você quer saber se América tem tampa?
E ele:
- Porque a professora disse que Colombo descobriu a América.
Parece anedota? Mas não é!
Nota:
História verdadeira do livro Humor com Amor.
Macária S. Andrade
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3月18日


VALENÇA NA ALMA
No eito do quintal as fruteiras crescidas
Na janela do quarto o quadro de sonho
O ar de salitre na vida o cheiro de mangue
Há quem reclame a vida dos caranguejos
Na lama escondem as folhas de aroeira
Em nossa casa guardo o achado perdido
Sussuros do rio ali passando pela fábrica
A primeira lâmpada mágica acesa em casa
E a novena da igreja deixa o incenso no ar
Em minha cama de solteira donzela do mar
Travesseiro de marcela com cheiro de amor
Búzios catados e a boneca na p enteadeira
Astucio a brasa vermelha no ferro de passar
A engomadeira, canta e sopra o carvão verde
O lençol de linho branco alvejado no anil
Lembra minhas noites de desejos ardentes
O monograma na fronha lambe a saudade
Respiro com as pontas dos dedos o passado
Maré de minha vida tem o apito da fábrica
Coração ansioso na espera do doce amado
Escola e recreio na merenda vinda de casa
As cirandas e as piculas nas barras da saia
Volteio a infância ensaiando novo caminho
Pintando as letras sou professora das artes
Sou imortal porque venho de vida legada
Nome de origem grega-a bem aventurada
Faço-me ousada para melhor amar a vida
Acreditando em Deus e nas suas criaturas
E se encontrar outra Macária ame-a na fé
De ter encontrado mais uma bela mulher...
Olympio de Azevedo
Presente de Olympio de Azevedo para Macária,
no dia do abraço corpo a corpo.
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3月7日

Dia Internacional da Mulher
"Gosto que me rosco de ouvir dizer
Que a parte mais fraca é a da mulher
Mas o homem, com toda a fortaleza,
Desce da nobreza e faz o que ela quer".
Andei tão preocupada comigo mesma que, até quase me esqueci o Dia 8 de março, Dia Internacional da MULHER. Mas a memória funcionou em tempo hábil.
Não estou convencida se já deve constar do calendário esta comemoração, ou se seu efeito é muito mais mercadológico.
Não resta dúvida, a espera faz parte dos nossos anseios e, sem sofrimento, a glória não se alcança. Não fosse o holocausto das 140 trabalhadoras, carbonizadas naquele incêndio da Triangle Shirtwaist, as mulheres tivessem demorado mais de acordar a fim de buscar, de fato e de direito, o que lhes pertence: liberdade de ser e viver...
O episódio de 1857, apesar de triste, valeu a pena! As conquistas que já alcançamos não têm vindo com a rapidez desejada, mas "antes tarde do que nunca". Já encontramos a mulher marcando presença na Literatura, nas Artes, nas mais diversas profissões e alguns cargos importantes, na chefia da família, timidamente na política, mesmo num percentual pequeno, tudo isto é claro, à custa de muito sacrifício.
Nos países de primeiro mundo os avanços são bem mais visíveis a olho nu. As mulheres são bem mais independentes e livres do que se pode imaginar...
Mas ainda é cruciante a situação em que vivem as mulheres, onde algumas religiões, o preconceito, o machismo, são forças predominantes. O BRASIL tem procurado vencer o ranço, todavia, continua atrelado ao atraso cultural daqueles que se dizem "avançados" (só nos cálculos dos ordenados e jetons).
Os movimentos feministas de vez em quando conseguem marcar alguns pontinhos - gotas d'água no oceano de quem ainda precisa tanto...
Precisamos lutar contra a ignorância da esmagadora maioria do "sexo frágil," sem instrução, sem emprego, sem consciência do seu poder de fogo; lutar contra a violência que impera neste país, a despeito da existência de DELEGACIAS DE MULHERES e tantos outros instrumentos de "proteção," criados em nome da Lei, às vezes, só de "araque", pura fachada!... Por outro lado, as próprias vítimas destas violências calam-se, quem sabe por medo de pagar preço muito alto pelas suas reivindicações e queixas. Mas nós chegaremos lá!
Mulheres do mundo inteiro!
O que nós queremos não é lutar por uma superioridade que não faz sentido!
Queremos companheirismo, igualdade de condições, liberdade de ser e viver e, principalmente, que sejamos respeitadas e reconhecidas como força propulsora que, junto com o homem, participa da reformulação de valores, da reconstrução deste mundo cada vez mais problemático e tão carente da sensibilidade e do equilíbrio da MULHER.
Macária S. Andrade
| 3月6日
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Vão ler a coluna da GI, depois comentem sem pena nem dó!
Tou vendendo meu peixe.
Tá fresquinho!
Contratei o TROVADOR, KIKA, LÚ, LÚCIA, os desocupados todos pra me ajudar.
Se não fizerem direito, vai todo mundo pra o olho da rua...
Beijos...
Maka
"COLUNA DO SUCESSO, EM PROSA E VERSO"
Macária Andrade
(Maka)
Prosa & Verso
Mensal (4ª Feira) |
3月2日
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Esquecer? Nunca!
Quinta-feira, 16h, tarde linda, tive seresta, não ao luar, ao sol de janeiro, tendo como cenário, a beleza da baia de Todos os Santos. Tudo o que é diferente tem o toque do gênio. Imaginem a genialidade que me fez até desejar, mesmo sujeita aos perigos que pudessem advir, que, pelo menos, toda semana eu precisasse me hospitalizar, e toda semana eu pudesse me deliciar com poesia e música muito especiais compostas e cantadas por pessoas especialíssimas: Olympio de Azevedo e a nossa grande amiga Kika.
Confesso, não sei onde estava a beleza maior, se no sentimento, na emoção do cantor e compositor que até versos me trouxe, ou o verde do mar que completava aquela paisagem inenarrável.
Olympio, vc sabe que há mais de 20 anos já nos conhecíamos sem nunca nos termos visto... Talvez através do espírito.
Se eu já estava feliz e grata a Deus pelos resultados colhidos "a priori", sarei por tanto amor recebido de Olympio e Kika Rosa, que representaram todos vocês.
Nessas horas a gente pode dimensionar melhor o valor dos AMIGOS.
Virtualmente beijo a cada um de vocês que me segurou no coração e na mente com tanta Fé, pedindo o melhor para mim, e deu certo: AINDA HÁ UM MUNDO DE ESPERANÇA e um pouco mais de vida.
Fica difícil agradecer a todos, mas devo citar alguns nomes que, de tanta preocupação, não sei como não enfartaram antes de mim: o meu querido TROVADOR, a Lú e a Lúcia, que vivem no meu coração; a Marilene, a Maridete, minha amiga e irmã, ao jovem Robalinho, que sempre estava querendo notícias, aos amigos de Valença, Salvador, Rio, S.Paulo (blogueiros ou não). Às queridas Jacque e Amale que, de vez em quando me mandavam palavras de incentivo e amizade, a vocês todos a quem amo de alma e coração.
Beijos e muito carinho.
Em 02/03/2007.
Macária
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2月3日



"COLUNA DO SUCESSO, EM PROSA E VERSO"
Macária Andrade
(Maka)
Prosa & Verso
Mensal (4ª Feira)

Meus caros amigos,
Brindou-me a Grande Imprensa com uma coluna. Dei-lhe o
nome de "Coluna do Sucesso em Prosa e Verso". Tomara que seja mesmo!
Vou pedir a Yemanjá - a Rainha das Águas, pois hoje é o seu dia, que me inspire sempre, para que eu possa me desincumbir a contento desta enrascada, na qual, por livre vontade entrei.
Estou meio preocupada... Tanta "FERA" solfejando clássicos e eu querendo cantar forró neste palco! Seja o que Deus
quiser. Vou tentar fazer "o meu melhor".
Espero que vocês dêem sugestões, critiquem no sentido de construir e, principalmente, façam comentários. Tudo isto nos faz crescer, melhorar, progredir.
Quero um fã clube que pese na balança. Assim eu fico pensando que tenho muitos amigos, e tenho mesmo; também que sou uma baiana porreta que, quanto mais estrada percorro, mais os neurônios se renovam!
Minha coluna é mensal. Não quero cansar vocês. Quero ser lida com prazer. Vou começar dia sete.
Beijos e o meu querer bem!
Maka
Nota: Esta mensagem foi redigida ontem, só hoje postada em virtude do MSN haver apresentado defeito. | |  |
1月14日
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Gente amiga,
Quero lembrar a todos vocês que hoje, 15 de janeiro, é o dia do ADULTO, aquela fase situada entre a adolescência e o envelhecer. A fase produtiva da vida. Preparemos a velhice embasada neste período onde a LEI nos faz senhores do nosso próprio nariz. Como adultos, tornamo-nos responsáveis pelo que fazemos e dizemos. Preparamos o futuro. Façamo-lo com uma vontade indomável de ser feliz e trabalhar para fazer feliz, o nosso semelhante, pondo em prática o AMOR AO PRÓXIMO.
Para vocês adultos, o abraço amigo de quem, tendo passado pelo "adolescere", viveu a fase adulta e, agora, desfruta da plenitude da idade provecta e, ao olhar para trás, pode dizer:
VALEU Á PENA!
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12月24日
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Natal
Natal é a maior festa do mundo cristão.
Nesta época, as pessoas se animam para festejar o nascimento do Menino Deus. Enfeitam suas casas, compram presentes, organizam a ceia para a família. Não falta o peru, o presunto, champanha, vinhos de diferentes qualidades e outras iguarias...
Fico imaginando o sofrimento por que passa o "menino de rua”, sem lar, sem família, sem pão, sem carinho...
O que se passa pela sua cabeça?
Então, o desejo de JUSTIÇA invade o nosso coração. Por que alguns com tanto, outros, sem nada? Por que as desigualdades sociais não são corrigidas? Por que não temos mais solidariedade e um mundo, consequentemente melhor?
Deus de amor e bondade, faça que esta noite de Natal e todas as outras, como num passe de mágica, sejam de bênçãos e mais promissoras para todas as crianças desamparadas.

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