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9月5日



"Mea Culpa"
Esta, minha mãe contou-me. Quando aconteceu, eu deveria ter quatro ou cinco anos de idade. Estávamos hospedadas na residência da família Buela, bem aos pés da Matriz do Sagrado Coração de Jesus – Padroeiro da Cidade de Valença – Bahia.
Alguém bateu à porta. Eu, muito espevitada, fui atender.
Pela janela, eu e a visita mantivemos o seguinte diálogo:
- Sissi está aí?
- Tá.
- Vá chamar. Diga que Dundum está aqui.
- Sim.
Rodei nos calcanhares e...
- Sissi, Dundum “ta aí?”.
Sissi, a dona da casa, suja, molhada, pois estava lavando a cozinha, caiu na besteira de monologar: MERDA!...
Voltei trazendo a resposta.
Visita: - Você chamou?
- Chamei.
Visita: - E ela?
Eu: - Disse merda.
Visita (vermelha que nem pimentão maduro): - Vá dizer pra ela que eu vou-me embora, mas deixo aqui o presente que ela me mandou. Nesta casa, nunca mais meus pés hão de pisar. Acabou nossa amizade!...
Minha mãe veio chegando, para receber a melhor amiga de Sissi. Encontrou o “frogodó” formado (entenda frogodó como confusão, bagunça...).
Tentando remediar a situação, falou: - Esta menina é assim! Tem uma imaginação muito fértil. Não sei a quem saiu... Inventa coisas... (tadinha de mim!...).
A visita, fula de raiva, retrucou: - Deixe de conversa mole. Criança não mente. Repete o que ouve...
- Você e Sissi lambuzem-se com a merda que me mandaram (sobrou, também, pra minha mãe...).
Em verdade, nunca mais as amigas se procuraram. Acho que nem mesmo na eternidade, onde ambas se encontram, já faz um tempão!...
Quanto a mim, mais de setenta anos depois, a “imaginação menos fértil”, estou vivendo e podendo contar a embrulhada que arrumei.
“Mea culpa”. Mas eu era uma criança!...
Macária S. Andrade
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7月11日



Pergunta embaraçosa
Num colégio de determinada cidade da Bahia, no tempo em que ainda se chamava de curso ginasial, àquela etapa que se seguia ao curso elementar (da 1ª à 5ª série), excelente professora de Geografia, um tanto tímida e distraída, séria e muito respeitada, ministrava sua aula.
Os alunos, atentos, procuravam assimilar o que a docente transmitia. Eis que, de repente, adentrou na sala de aula a FISCAL ESCOLAR, ou Inspetora do Ensino... Não me lembro o título que lhe era aplicado. Queria saber da regente, o andamento do programa anual da matéria.
É verdade! Vinha sempre alguém conferir se o professor estava cumprindo a meta pré-estabelecida, ou estava ganhando “aquele dinheirão”, pra enrolar!...
Conversa vai, proseado vem, começou o questionamento sobre o tal programa que, se não estou enganada, era elaborado pelos burocratas da Secretaria da Educação (que vontade de colocar mais um R nos burocratas... alguns bem que mereciam!). Vinte pontinhos, cada pontinho com três assuntos, deveriam ser enfiados na cabeça dos alunos, ou nas diversas modalidades de “pescas” que eles fabricavam para a hora das provas...
E a ilustre dama começou:
- Fulana, você já deu relevo? Deu acidentes geográficos, todos? Falou sobre corpos celestes? E pontos cardeais? Já deu não sei das quantas? E o diabo que carregue? (as duas últimas são nossas).
Nossa interrogada ia respondendo, à medida que as solicitações iam sendo feitas.
De chofre, a cidadã perguntou:
- Você já deu ventos?
Nossa entrevistada, voltando-se para a classe, inquiriu:
- Gente, eu já dei vento aqui na sala?
A resposta, unânime, não se fez esperar:
- Eu acho que não, professora. A gente não se lembra de ter ouvido...
A gargalhada foi geral!...
Macária S. Andrade
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6月6日



INCLUIR É A PALAVRA DE ORDEM
Meado de maio de 2007. Outra vez, nosso país teve a honra de receber a visita de Sua Santidade – o Papa, desta vez, Bento XVI.
Embora o Estado de S.Paulo tivesse sido, mais diretamente, o palco das atenções, com o mundo globalizado, o Brasil, a América Latina, o Caribe, em suma, o mundo católico, todos acompanharam regozijados, viveram momentos de esperança e fé.
Nativos e habitantes outros do Brasil vibraram com a presença do Sumo Pontífice. Aos oitenta anos, o chefe da Igreja Católica deu-nos o prazer de estar conosco por alguns dias. Foi um privilégio. O Santo Padre investiu suas energias na mais longa viagem de sua vida, até agora, com finalidades várias. Uma delas, presumo, arrebanhar as ovelhas que, desgarradas, já estão enveredando por outros caminhos.
Também convencer o rebanho que ainda somos o maior contingente católico do universo, tendo no Brasil, a maior representação da Igreja de Jesus Cristo. E assim, desejamos continuar sendo.
Aí vem a pergunta: como continuar sendo a maior representação, se adeptos de outras religiões vêm apresentando maneiras mais convincentes de pastorear, com resultados que não deixam dúvida?
Não podemos mais viver de antiga opulência. Precisamos ir buscar...
Estamos vivendo a fase da INCLUSÃO. E o que fizeram os senhores com os DEFICIENTES AUDITIVOS? Transformaram-nos em “garrafa de querosene”, fora da arrumação. Esqueceram que eles são cidadãos como os outros e já não são párias da sociedade. São alfabetizados, têm uma língua – LIBRAS – considerada a segunda língua oficial do país, trabalham, constituem família, pagam até impostos... Incluí-los nas festividades do Santo Padre, faziam-nos cientes do que estava acontecendo, era fácil: legendas, interpretes da língua de sinais, pelo menos, deixá-los-iam a par dos acontecimentos e lhes dariam um pouco mais de saberes sobre nosso Deus e por que amar a Deus.
As outras religiões não perdem tempo. Vão buscar e doutrinar, seja lá onde for. Nós jogamos a oportunidade fora. E queremos continuar crescendo! Como pode?
Não é necessário conhecer em profundidade a Psicologia do deficiente auditivo, para entender que sua percepção está além de nossa expectativa. Vejam por exemplo, em “Adorável Professor” e percebam como eles são capazes de sentir a vida e ver o que se passa em seu redor, como nós não imaginamos.
Estou me desincumbindo do compromisso que assumi com os deficientes auditivos, meus amigos da Bahia, que se disseram injustiçados e excluídos. Tenho certeza que interpreto o pensar de muitos outros. E se assim for, fico feliz.
Tomara que este reclamo chegue aos olhos e aos ouvidos dos organizadores de eventos deste quilate e, da próxima vez, com ou sem a presença de Sua Santidade, lembrem-se que: INCUIR É A PALAVRA DE ORDEM. Os deficientes auditivos não podem ver apenas a vida passar... Eles precisam se integrar para não se entregar...
Macária S. Andrade
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3月6日
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Vão ler a coluna da GI, depois comentem sem pena nem dó!
Tou vendendo meu peixe.
Tá fresquinho!
Contratei o TROVADOR, KIKA, LÚ, LÚCIA, os desocupados todos pra me ajudar.
Se não fizerem direito, vai todo mundo pra o olho da rua...
Beijos...
Maka
"COLUNA DO SUCESSO, EM PROSA E VERSO"
Macária Andrade
(Maka)
Prosa & Verso
Mensal (4ª Feira) |
2月3日



"COLUNA DO SUCESSO, EM PROSA E VERSO"
Macária Andrade
(Maka)
Prosa & Verso
Mensal (4ª Feira)

Meus caros amigos,
Brindou-me a Grande Imprensa com uma coluna. Dei-lhe o
nome de "Coluna do Sucesso em Prosa e Verso". Tomara que seja mesmo!
Vou pedir a Yemanjá - a Rainha das Águas, pois hoje é o seu dia, que me inspire sempre, para que eu possa me desincumbir a contento desta enrascada, na qual, por livre vontade entrei.
Estou meio preocupada... Tanta "FERA" solfejando clássicos e eu querendo cantar forró neste palco! Seja o que Deus
quiser. Vou tentar fazer "o meu melhor".
Espero que vocês dêem sugestões, critiquem no sentido de construir e, principalmente, façam comentários. Tudo isto nos faz crescer, melhorar, progredir.
Quero um fã clube que pese na balança. Assim eu fico pensando que tenho muitos amigos, e tenho mesmo; também que sou uma baiana porreta que, quanto mais estrada percorro, mais os neurônios se renovam!
Minha coluna é mensal. Não quero cansar vocês. Quero ser lida com prazer. Vou começar dia sete.
Beijos e o meu querer bem!
Maka
Nota: Esta mensagem foi redigida ontem, só hoje postada em virtude do MSN haver apresentado defeito. | |  |
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