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29 luglio

CANTO DA SOLIDÃO

 
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Canto da Solidão
 
MSAndrade
 
Numa paisagem bucólica,
Vento cantando lá fora
Cá dentro, tédio e torpor...
Este é o canto sem retórica,
Deste alguém que hoje e agora,
Não mais tem seu trovador.
 
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Do que falem, não se importe,
Cante a sorte, cante a morte
Encontre a dor no prazer...
Cante o amor, cante a ternura
Cante a suprema ventura
De ser só e não sofrer.
 
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Faça da vida - canção
Do sofrimento - afeição,
Da solidão - seu viver...
Faça do amor - uma saudade
Faça, então, sua verdade
Nascer das cinzas, crescer .
 
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11 luglio

FELIZ ANIVERSÁRIO MAKA!!

 
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Aniversário da Maka
Felicidades
 
 
Um ano de verdadeira aula de amor a vida, um ano inteiro de um aprendizado rico em carinho, amor, demonstração de fé nas pessoas, de fé em Deus e, sobretudo de doação aos amigos e as pessoas de bem. Estou falando de você professora Maka! A mulher de verdade, a mãe comum, comum por ser como toda mãe, extremosa e carinhosa com a família bem criada, amada e feliz.
        
E claro, como cidadã do Brasil, ilustre filha baiana que leva o nome do seu estado a todos os brasileiros que, quando a conhecem passam a se considerar também um pouquinho baiano, pois assim se aproxima mais desta tão valorosa escritora, poetisa, acadêmica e com orgulho máximo ser a “Professora Honores Causa da Bahia” Para este seu amigo mineiro e pelos amigos conquistados no seu estado, “também se achando um pouquinho baiano” você se tornou não só uma professora, mas uma amiga e muito estimada.
        
No primeiro aniversário, que nos tornamos amigos, fiz um desenho bem simples para você e senti que você se emocionou, não pela homenagem simples, mas por estarmos sedimentando uma amizade, construída com respeito, carinho e admiração mesmo sendo apenas iniciadas como caracteres eletrônicos nesta nova modalidade de escrever cartas, e que aos poucos fomos usando para nos conhecermos e ainda faltando dar o abraço que irá coroar esta confiança, sabemos que é uma amizade forte e para sempre... enquanto  tivermos vida.
 
Feliz aniversário Maka, que as bênçãos do Deus único faça que no próximo ano estejamos juntos de novo e com o mesmo carinho de quando nos conhecemos.
 
Valdemiro Mendonça
- O Trovador -
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Viver
 
Uma moça que faz setenta e oito anos
ensina não ter medo de viver também.
O segredo no viver muito dos humanos
nunca deixar na vida de fazer planos,
Para se viver no próximo ano que vem.
 
 
É ter a argúcia a garra e a matreirice
para afastar o mau humor até a coice.
fingir de sonso sem entrar na mesmice
usar de todas as artimanhas e peraltice
para ir engambelando a mulher da foice.
 
 
Há de ser assim que vamos ter Makinha
vivendo cem anos mais que o Matusalém.
eu como amigo presente desta menininha
na festa de aniversário faço uma visitinha
e vou aumentando a minha vida também.
 
Valdemiro Mendonça
- O Trovador -
 
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PERGUNTA EMBARAÇOSA

 
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Pergunta embaraçosa 
 
 
Num colégio de determinada cidade da Bahia, no tempo em que ainda se chamava de curso ginasial, àquela etapa que se seguia ao curso elementar (da 1ª à 5ª série), excelente professora de Geografia, um tanto tímida e distraída, séria e muito respeitada, ministrava sua aula.
 
Os alunos, atentos, procuravam assimilar o que a docente transmitia. Eis que, de repente, adentrou na sala de aula a FISCAL ESCOLAR, ou Inspetora do Ensino... Não me lembro o título que lhe era aplicado. Queria saber da regente, o andamento do programa anual da matéria.
 
É verdade! Vinha sempre alguém conferir se o professor estava cumprindo a meta pré-estabelecida, ou estava ganhando “aquele dinheirão”, pra enrolar!...
 
Conversa vai, proseado vem, começou o questionamento sobre o tal programa que, se não estou enganada, era elaborado pelos burocratas da Secretaria da Educação (que vontade de colocar mais um R nos burocratas... alguns bem que mereciam!). Vinte pontinhos, cada pontinho com três assuntos, deveriam ser enfiados na cabeça dos alunos, ou nas diversas modalidades de “pescas” que eles fabricavam para a hora das provas...
 
E a ilustre dama começou:
 
- Fulana, você já deu relevo? Deu acidentes geográficos, todos? Falou sobre corpos celestes? E pontos cardeais? Já deu não sei das quantas? E o diabo que carregue? (as duas últimas são nossas).
 
Nossa interrogada ia respondendo, à medida que as solicitações iam sendo feitas.
 
De chofre, a cidadã perguntou:
 
- Você já deu ventos?
 
Nossa entrevistada, voltando-se para a classe, inquiriu:
 
- Gente, eu já dei vento aqui na sala?
 
A resposta, unânime, não se fez esperar:
 
- Eu acho que não, professora. A gente não se lembra de ter ouvido...
 
A gargalhada foi geral!...
 
 
Macária S. Andrade
 
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