O QUE NÃO SE FAZ POR AMOR
A cunhada de minha filha, Cláudia, é totalmente desinibida, meio esporreteada, o tipo oposto ao de minha filha.
Enquanto para Cláudia as dificuldades, até hipotéticas, se avolumam, Conceição, este é o nome de sua cunhada, ao contrário, encontra solução fácil para tudo, mesmo que, na prática, quebre a cara.
O menino de Cláudia, hoje com 15 anos (2007), é deficiente auditivo de nascença. Desde pequeno quando o problema começou a ser notado, não lhe faltaram os recursos da medicina nos centros mais adiantados, também em Salvador, onde temos bons profissionais da área. Não diríamos o mesmo no setor educacional, que ainda deixa muito a desejar.
Toda a família esteve e continua envolvida na recuperação do garoto que, “diga-se de passagem”, é bonito, inteligente e muito comunicativo. Não tenha dúvida, “Deus quando tira os dentes, abre a goela”.
Quando o menino estava com três ou quatro anos, seus avós paternos, espíritas convictos, achavam que “uma força do alto viria em socorro do neto e, de uma hora para outra, Lucas iria falar como pessoas normais.
De passagem pela Espanha, há dois, três anos, seus pais levaram-no a Santiago de Compostela, onde a FÉ congrega romeiros de todo o mundo. Alguns, por curiosidade; outros, na busca do milagre da cura para os seus males.
Um dia Conceição encontrou uma amiga que, após perguntar pelo protagonista-mirim de nossa história, falou assim:
- “O caso do seu sobrinho é de fácil solução. Vá à igreja Tal, procure Sr. Jesus, converse com ele, exponha suas ansiedades e você verá... É o médico mais capacitado que conheço”.
Ao chegar à casa de sua mãe, Conceição encontrou Cláudia. Falaram sobre o que lhe havia informado a evangélica.
No mesmo instante, arrumaram-se as duas (tia e mãe) e foram ao encontro daquele Doutor capaz de, com sua ciência, transformar um pesadelo num sonho lindo.
Em lá chegando, dirigiram-se à pessoa que guardava o templo. Após cumprimentá-la, a tia do nosso personagem disse muito compenetrada:
- “Precisamos de uma audiência com o Sr. Jesus. Pode marcar agora?”
O moço, olhando-a nos olhos, com um sorriso de quem entende as aflições da alma, respondeu:
- “Não precisa marcar hora, nem dia, nem local, senhora... Agora, mesmo, Ele vai atendê-la. Não se faz necessária minha interferência. Basta acreditar e invocar Seu Santo Nome”.
As duas abestalhadas “acordaram”, entreolharam-se, caíram na real. Obcecadas, como estavam a procurar o remédio de que tanto precisavam, só naquela hora, se tocaram que o Senhor Jesus, o Homem de Nazareth, o médico de quem haviam corrido atrás, sempre estivera em seu redor, minimizando sua ferida, que era das menores, fazendo-as conscientizarem-se que “Ele que dá a ferida, Ele, mesmo, dá o remédio”.
Este fato é verídico. Aconteceu. Acredite se quiser!...
O que não se faz por amor, em especial, amor de mãe!
Nota:
História verdadeira do livro Humor com Amor.